quinta-feira, 11 de novembro de 2010

1º MITO- "Os Antibióticos e as suas implicações"

"Se uma pessoa se sente melhor então pode parar de tomar antibióticos."
Baseando-nos numa actividade previamente realizada, descobrimos que esta afirmação é um MITO!

Os antibióticos são fármacos utilizados para o tratamento das infecções bacterianas. É comum, na presença de certos sintomas, serem-nos prescritos este tipo de medicamentos, que nem sempre são necessários e, muitas vezes, podem-nos ser prejudiciais se não cumprirmos as ordens do médico. Dada a controvérsia sobre os antibióticos, deparamo-nos inúmeras vezes com situações em que, ao contrário do recomendado pelo médico, o doente deixa de os tomar mal se sinta melhor, para reduzir a quantidade de medicamento que ingere.
Se nos dizem que os antibióticos são prejudiciais, então porque nos recomendam a tomá-los até ao fim?
Com esta questão iniciámos a nossa actividade experimental. Para esta actividade, utilizámos a bactéria Escherichia coli, que vive em simbiose com os animais de sangue quente, pois é-nos relativamente inofensiva em pequenas quantidades.

Após termos seleccionado uma colónia de bactérias e esta se ter desenvolvido em meio de cultura, preparámos vários meios com diferentes concentrações de ampicilina. Em primeiro lugar, ao trabalharmos com uma cultura-mãe única, todas as bactérias devem ter o mesmo código genético (já que estas se dividem por mitose).

Ao expormos as bactérias Escherichia coli à ampicilina, um antibiótico, verificámos que, em relação aos controlos, o número de bactérias passou a ser muito reduzido ou aparentemente nulo.

Como se pode verificar, no tubo sem ampicilina as bactérias proliferaram-se, tornando-o turvo, ao contrário do tubo com ampicilina, que apresentava alguma transparência.
A primeira conclusão que se tirou foi que, em meio favorável, as bactérias E.Coli se desenvolvem normalmente, ao contrário do que se verificava num meio com antibiótico. A questão seguinte foi: mas no tubo com ampicilina restaram algumas bactérias?
Para responder a esta questão, retirámos de ambos os tubos pequenas quantidades do nosso produto e distribuímo-los em meios sem ampicilina e em meios com diferentes quantidades de ampicilina. Assim poderíamos verificar se:
a)      No tubo que inicialmente tinha ampicilina, as bactérias foram ou não todas dizimadas;
b)      As bactérias do tubo onde não existia ampicilina são ou não condicionadas por esta;
c)      É ou não possível, em determinadas concentrações, que as bactérias se desenvolvam em meios com antibiótico.
Os nossos resultados mostraram-se esclarecedores:

a)      Em alfa, que nunca sujeitámos a ampicilina, as bactérias desenvolveram-se de sobremaneira, provando que, neste tubo de ensaio, existiriam muitas bactérias.
b)      Por outro lado, em qualquer dos meios onde existiu ampicilina o número de bactérias foi significativamente reduzido. Ou seja, embora as bactérias tenham sido condicionadas, a ampicilina não as dizimou completamente, pois apareceram colónias em meios onde existia antibiótico.
Quisemos ainda ter a certeza de que as colónias que apareceram nos meios com antibiótico eram, realmente resistentes à ampicilina. Para tal, recolhemos uma destas colónias e colocámo-la, novamente, num meio com a maior concentração de ampicilina. Após 48h na estufa, deparámo-nos com mais resultados: não só a colónia ainda existia, como se desenvolvera, dando origem a novas colónias.


Relacionando com os temas abordados na disciplina de Biologia, podemos, finalmente, concluir que as bactérias, embora provenientes de uma colónia onde à partida todas teriam o mesmo código genético, foram sofrendo alterações ao longo das gerações. Estas, com provável origem em mutações, possibilitaram que algumas tivessem capacidade de sobreviver em algumas concentrações de ampicilina. A este processo chamamos selecção natural e está presente na evolução dos organismos.
Sendo assim, a ausência de sintomas não implica a ausência das bactérias, mas sim uma significativa redução do seu número. Como tal, ao não tomarmos os antibióticos até ao fim, poderemos deixar que algumas bactérias, mais resistentes, permaneçam no nosso organismo e se desenvolvam de forma que não seja possível tratá-las com o mesmo medicamento.
OS ANTIBIÓTICOS, QUANDO NÃO TOMADOS ATÉ AO FIM, PODEM SER MAIS PREJUDICIAIS DO QUE SE NÃO OS TIVÉSSEMOS TOMADO.
TOME ATENÇÃO AOS CONSELHOS DO SEU MÉDICO E CUMPRA AS SUAS RECOMENDAÇÕES.

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